22 fevereiro 2016

Feminismo para todos

Imagem do Uol.
Meu primeiro contato com feminismo na vida foi quando vi o "Marcha das Vadias" na internet (internacionalmente Slut Walk) e, bom, primeiro fiquei chocada, confesso, depois eu achei a causa bem bacana e acompanhei algumas coisas.
O andamento disso tudo confesso que me assusta. O movimento tem espaço para todo mundo: as extremistas, as feministas com moderação, as feministas enrustidas, cabemos todas lá. Opinião minha: não curto extremismo, mas sempre que vejo uma mulher criticando o feminismo daí eu fico triste.
Vamos lá para as mulheres que leem, e os homens finjam que são mulheres:
Você trabalha? Você vota? Você usa calças? Você usa decote? Você dirige? Você anda desacompanhada de um homem? Você estuda ou estudou? Você é dona da sua vida e das suas vontades? Bom, se sua resposta foi sim para qualquer um destes itens, então você deve muito ao feminismo.
Sem me envolver com discursos políticos esquerda-mimimi-direita ou religião-mimimi-aborto, porque essas são causas ISOLADAS dentro do feminismo, o movimento foi sim muito benéfico para todas as mulheres e nós precisamos mesmo reconhecer isso. 
Você não precisa arrancar a roupa em público, apoiar o aborto ou ser de esquerda para ser feminista - e muita gente não entende isso.
Conversando com um colega de trabalho hoje, ele me contou sobre um trabalho que tem feito aqui no sul de MG com mulheres católicas, de interior, casadas, que cultivam café. Aos poucos elas foram se indignando com o fato de que recebiam menos do que os homens, com o fato de que elas e os maridos trabalhavam o dia todo nas fazendas e, em casa, à noite, elas tinham que cuidar das tarefas domésticas sozinhas porque os maridos estavam cansados. Essa indignação as deixou totalmente empoderadas.
- Pausa para o empoderamento: este é um termo usado para definir o momento em que as pessoas tomam consciência de seus direitos sociais, neste caso, as mulheres. É uma forma de "dar poder". 
Se você quiser ler mais sobre empoderamento, clique aqui.
Bom, daí que elas mudaram seus conceitos e, mesmo sendo católicas, casadas, felizes, amando seus maridos, elas começaram a cobrar igualdade dentro de casa: todo mundo cuidando das tarefas domésticas, todo mundo cansa e descansa. Muito legal. Viu? Não precisamos queimar sutiã para querer igualdade.
Eu tenho uma tia que tem dois filhos, homens, crianças, e eles pediram para ela uma geladeira de presente. Ela foi lá e comprou a geladeira do Frozen e eles simplesmente amam o brinquedo. Tá vendo como não é coisa de menina brincar com coisas de cozinha? Enfim, somos todos iguais e queremos tratamento igual.
E é por isso que eu apoio a causa: somos todos feminismo. Ninguém aqui quer que a mulher seja mais do que o homem. Mas o homem sempre foi mais do que a mulher (mais remunerado, mais paparicado em casa, mais reconhecido no mercado de trabalho, mais detentor de poderes) e nós queremos que a situação seja igual daqui em diante.
Igualdade: de oportunidades, direitos, reconhecimentos, é só isso que queremos!

OBS: o Café Feminino é um produto do grupo MOBI (Mulheres Organizadas Buscando Independência), promovido pelo IFSULDEMINAS e pela COOPFAM, e você pode ver mais do grupo clicando aqui

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