25 fevereiro 2015

Filme: Cinquenta Tons de Cinza

O mês de fevereiro começou e muito se falou sobre esse filme. Confesso que não me apetece, eu sequer tinha lido o livro, mas fui passar a noite com meu irmão e cunhada e eles tinham se programado para ver o filme, então eu fui também. Foi difícil comprar o ingresso, todos queriam assistir.
Tinha lido algumas notas pela internet, que no filme as cenas "quentes" seriam "esfriadas", então eu me surpreendi pois não achei tão inocente assim. Afinal, o casal mantém relações sob o olhar da câmera sem o mínimo constrangimento. Um pouco de bom senso e você se constrange.
Trata-se de um envolvimento amoroso entre Anastasia e Christian. Os dois são extremos, ela uma estudante recatada e inexperiente, ele um businessman bem sucedido, rico, um magnata. Como todo filme americano que quer envolver o telespectador, a ora "mocinha" é um pouco desastrada, sonhadora, romântica e passa por alguns constrangimentos na presença do rapaz altivo, independente e que sabe o que quer.
O Sr. Grey, como é denominado ao longo da trama, submete a protagonista a um relacionamento que envolve sadomasoquismo, submissão, uma pitada de humilhação e agressividade. Aos poucos a moça, que não decide o que quer ao longo dos mais de 120 minutos de filme, envolve-se de tal maneira que não vê mais uma saída que não lhe cause prejuízos.
Experimentando um pouco da riqueza (afinal, Christian a leva para viajar em um helicóptero, hospeda-a em uma mansão enorme e luxuosa, compra-lhe diversos presentes) e dos hábitos impostos por Grey, Anastasia demonstra sentir uma certa forma de liberdade, embora se sinta acorrentada ao sadomasoquismo, do qual ela não demonstra com clareza se gosta ou não.
A história não se desenvolve muito bem, eu busquei meu celular durante o filme umas quatro ou cinco vezes. Fica sempre neste impasse da menina pudica, indecisa sobre ser uma eterna garota inocente de 21 anos ou se quer ser uma mulher que assume as consequências de seus atos, aos 21 anos. E, de fato, para todos que passaram ou passam por esta idade, não é fácil decidir se seu lugar é antes ou após a tênue linha do amadurecimento.
Conhecidos meus que leram o livro e assistiram ao filme dividiram opinião: para alguns o filme cortou partes essenciais, para outros o filme "enxugou a gordura do livro", e para minha cunhada, o filme foi exatamente o livro. Acredito que não perdi nada por não ter lido o livro, mas isso é apenas minha opinião, humilde opinião.

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